Mostrando postagens com marcador artes cênicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artes cênicas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A CONTINUIDADE CÊNICA NO TEATRO MUSICAL

Uma das coisas mais difíceis do teatro musical é manter a cena em meio a falas, canções e danças. Passar do registro “falado” ao “cantado” sem quebrar a cena e sem desperdiçar todas as tensões dramáticas criadas pelas relações com os demais atores em cena, com o espaço e com o público é algo a ser minuciosamente estudado e praticado por todos que pretendem fazer a diferença nos palcos.
Sabemos que a música em si (e por si) é capaz de acionar em todos que a estiverem ouvindo emoções a partir de memórias ou sensações que desperta. Mas no teatro isso tem um contexto e está “a serviço” de uma trama. A canção não realça ou atenua as relações entre as personagens, mas lhes dá continuidade progressiva, pois se trata da continuação da cena. Não deve ser tratada como o “transbordar” da emoção, pois isso rompe com o que ocorre antes. Mas é o ponto seguinte a ser atingido pelos atores para que a história aconteça e sem o qual ela não seria a mesma.

Fazer esse percurso do texto sem perder a conexão com o público exige alto domínio da cena e das situações que ela envolve. O que estou vivendo? Que tipos de conexões tenho com os demais em cena e com o espaço? Como tornar a fala e o canto o mesmo momento? Como ativar meu corpo-mente-emoção para esta cena como um todo? Estas perguntas nos ajudam a pesquisar diversas possibilidades para se fazer essa continuidade (não chamaremos de passagem, pois o objetivo é que seja contínuo).
Mesmo sendo de algo bem difícil, é o trabalho do ator e ele deve buscá-lo incansavelmente. Apenas para exemplificar, separo um trecho abaixo, da peça “Mamma Mia”, onde a atriz Kiara Sasso faz essa CONTINUIDADE com maestria. Percebam que as tensões que a levam para o início do registro “cantado” são as mesmas que ela traz do final do registro “falado”. Mais importante ainda é que ela mantém as intenções anteriores num crescente que o texto da canção exige.

E tudo ao vencedor!!!



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pensadores da dança: Klauss Vianna


Klauss Vianna  nasceu em Belo Horizonte em 1928; na década de 1940 inicia-se sua trajetória de pesquisa em dança. A partir de uma reflexão sobre as relações das direções ósseas do balé clássico em diálogo com as direções das linhas de obras de diversos artistas plásticos, surge uma necessidade de aprofundamento sobre questões anatômicas e cinesiológicas. Isso acarretou na descoberta e exploração de uma nova forma de se abordar e ensinar dança.


Desenvolveu em parceria com seu filho, Rainer Vianna, e com sua esposa, Angel Vianna, a chamada “técnica Klauss Vianna”, direcionada não apenas ao universo da dança, mas também aos demais campos das artes cênicas. A técnica propõe uma desmecanização dos movimentos da dança em favor da expressividade do bailarino ou ator, a partir do estudo da formação anatômica do corpo e da incorporação das vivências pessoais do individuo no ato da criação.