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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Quero fazer um pedido à você: NÃO VÁ AO TEATRO

No blog do CP Musical o professor de interpretação, Thiago Dombidau, relembra a campanha de 2014 "SAIA JA DO FOCO".

“Quero fazer um pedido à você: NÃO VÁ AO TEATRO.
Você que atende a um celular durante a peça. Ou pior, que decide enviar mensagens ou lê-las numa cena. Ou pior ainda, decide tirar fotos da peça com ele. Ou pior, com FLASH. Ou PIOR!!! Decide simplesmente ficar manuseando-o por minutos durante uma cena.
Sim, você tem o direito de estar achando a peça ruim, tediosa, tem todo o direito. Assim como tem o direito de ir embora. Ou de não aplaudir no final. Mas quando você manuseia um celular durante a peça não é somente um desrespeito e um desdém ENORME ao trabalho de todos aqueles profissionais no palco e ao redor dele mas a todas as pessoas que saíram de casa para assistir aquela peça. Mexer num celular, mesmo que por 2 segundos, numa plateia, é como ir a uma exposição de um quadro raro, parar do lado dele e começar a sambar. Você está desviando a atenção de todos a algo que eles não estão interessados, tirando a importância daquele evento, sendo egoísta e desrespeitoso. Portanto, por favor, NÃO VÁ AO TEATRO. O Teatro ama e precisa de público. Mas você não é o "respeitável público". Você é só alguém que não sabe a diferença de uma TV e de uma sala de espetáculos. Você pode ficar em casa. Os artistas agradecem.”
Texto de Raphael Gama
Indicado ao premio Belas Artes 2015
 na Categoria Melhor Ator



Quem já esteve em um palco sabe qual o nível de concentração exigido para um ator e como é difícil viver um personagem em cena.

Agora imagina que você está concentrado, esperando sua deixa para começar uma cena de briga violenta, onde os dois atores em cena precisam estar totalmente conectados e alguém de repente é iluminado na platéia. Automaticamente você, ator, leva um susto vendo o rosto de uma pessoa que está ao celular. Além de atrapalhar o ator que está concentrado, devolve aos espectadores que estão em volta a realidade e o deixa longe do espetáculo.

A magia do espetáculo se acaba, pois a pessoa que pegou o celular precisava muito ver as horas, conversar no WhatsApp ou estava vendo as notificações de sua rede social. 

Parece brincadeira, mas estando em cartaz há cinco meses na cidade de São Paulo, é absurdo o numero de pessoas que mexe no celular durante a peça.  Atrapalhando não só os atores, como também o outros espectadores.



Alguns dos artistas mais consagrados do meio participaram da campanha “SAIA JÁ DO FOCO” pedindo para as pessoas pararem de usar celular no teatro.



Respeito é bom e necessário!


quarta-feira, 26 de março de 2014

A Teatralidade na Dança !

Quero fazer deste post um lugar de apreciação.
Um exercício contemplativo direcionado.
Selecionei alguns vídeos de diferentes épocas, estilos, linguagens coreográficas, técnica corporal e indumentária. Porem em todas as cenas a teatralidade e a expressão de sensações no corpo e na movimentação, pra mim é marcante.

 Nijinsky 1912


Rudolph Nureyev

O exercício está em voltar o seu olhar contemplativo para a teatralidade de cada cena.
Pensando teatralidade a partir de como os bailarinos representam e criam cenas que acontecem sempre no corpo. Como apenas o movimento e o corpo do bailarino contam a história, demonstram sentimentos e provocam sensações, é claro que sempre a cena é composta por diversas linguagens como Figurino, Maquiagem, Luz, Trilha sonora e outras, mas o que quero que observem é que se não houvesse toda a produção, ainda sim os corpos em movimento continuariam contando história, demonstrando sentimentos e provocando as mais diversas sensações.
Acredito que pensar a dança nesse lugar faz muita diferença na formação de um estudante de Teatro Musical.
Penso que para a cena do Teatro Musical acontecer, a Interpretação Teatral, a Música e a Dança precisam acontecer simultaneamente em técnica e intenção, pensando na dança não apenas como um conjunto de movimentos coreografados que ilustram a cena, mas como lugar onde também acontece sua interpretação, nem na música e o canto como um assessório para passos virtuosos, mas sim uma coisa só, acontecendo num só momento, a cena.
É claro que sempre temos o calo do nosso sapato e aquele lugar onde ficamos mais confortáveis pra criar, mas tudo está em cena ao mesmo tempo.
Acredito que se pensarmos nisso ao olharmos uma cena da ficção ou do cotidiano, pensarmos em cada aula de dança, interpretação ou canto que fizermos, acrescentará em muito nosso fazer artístico.

Desfrutem de cada cena e fique a vontade pra trocarmos ideias, reflexões e opiniões sobre o assunto.


Pina Bausch Dance Company


Jiri Kylian 


 DV8 Physical Theatre



                                                           Por