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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Virada (musical) Cultural


Todos os anos nessa mesma época acontece a VIRADA CULTURAL de São Paulo, nessa data a cidade é simplesmente sitiada de eventos culturais gratuitos, vários pontos da cidade (como Teatros, Sesc’s, Casas de Culturas, Igrejas e etc) ganham programação diversificada, muitos palcos a céu aberto são montados para receber grandes atrações.



Esse ano a Virada Cultural terá, pela primeira vez, um palco destinado aos musicais e musicados. O palco é o “Princesa Isabel”, que fica na Praça Princesa Isabel (próximo da Estação Júlio Prestes da CPTM e da estação Luz do Metrô – Linha Azul/Amarela).


Aqui no blog do CP Musical vamos conferir destaques da programação que vai rolar por lá!




20 de junho às 19h - Tiago Abravanel canta Tim Maia

"Tiago Abravanel foi desde cedo contaminado pelo universo artístico que o cercava e que lhe era familiar desde os primeiros meses de vida. Tinha apenas seis anos quando subiu ao palco pela primeira vez, interpretando a personagem “Juramento” em uma montagem de “Os Saltimbancos” na escola onde estudava, em São Paulo. "



20 de junho às 22h - Dia Feliz

Em cena, Tumura, Yoshihara e Joba interpretam, de maneira bem-humorada, músicas que fizeram sucesso nas décadas de 70 e 80 – o que inclui clássicos de Vanusa, Amado Batista, Ângelo Máximo, Jane e Herondy, Kleiton e Kledir, Wanderley Cardoso. Os hits "Cadeira de Rodas", "Secretária", "Nuvem Passageira", "No Hospital", "Evidências", "Manhãs de Setembro" e "Domingo Feliz" integram a seleção musical.
Com interpretações debochadas, irônicas e literais, esta comédia musical conduz a plateia a fazer parte do show, relembrando hits e cantando com os atores.
Dia Feliz além de entreter, faz o público mais velho relembrar esses grandes sucessos e ao mesmo tempo apresenta esses clássicos para a nova geração de maneira teatral e muito bem humorada.




21 de junho às 01h - Rita Lee Mora ao Lado - O Musical 

É uma comédia adaptada teatralmente do livro “Rita Lee Mora ao Lado – Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock”, do escritor Henrique Bartsch. A peça conta com direção de Débora Dubois e Márcio Macena e a produção é uma parceria entre a Cantando na Chuva e a Brancalyone Produções Produções Artísticas. Como na obra, a peça mistura realidade e ficção, para contar a trajetória da cantora desde a época dos Mutantes, nos anos 60, até os dias de hoje, por meio das divertidas confusões de Bárbara Farniente, uma vizinha que sempre acompanhou de perto a vida da família da cantora, já que sua mãe era apaixonada pelo pai de Rita. Bárbara nasce no mesmo dia e na mesma hora da artista e as vidas das duas se cruzam em vários episódios.



21 de junho às 10h - Lisbela e o Prisioneiro – O Musical

Na trama Leléu (Luiz Araújo) é um artista mambembe que chega na cidade de Vitória de Santo Antão com seu circo, após se engraçar com a mulher de um matador de aluguel, o vilão Vela de Libra (Fernando Prata). Na cidade Leléu conhece Lisbela (Ligia Paula Machado) que está de casamento marcado com Douglas (Beto Marden), porém ambos se apaixonam, tornando-se prisioneiros deste amor.



21 de junho às 14h - Mundo Mágico de Oz -com Dexter

21 de junho às 16h30 - Clara Negra

Clara Francisca Gonçalves, a mineira que encantou o Brasil do fim da década de 60 ao início dos anos 80 sob o nome Clara Nunes, acreditava que canta era a sua missão. Com sua religiosidade e musicalidade calçada em nossas raízes africanas, tinha um extenso repertório de sambas com sotaque afro-brasileiro, ao qual somava-se bolero, tango, forró, entre outros ritmos.



A virada cultural desse ano acontece dias 20 e 21 de Junho, das 18h as 18h, totalizando 24 de programação espalhada por toda a cidade. 

Mais informações no site oficial do projeto:



Texto: Bruno Santos / Preparador Vocal

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DA BROADWAY PARA O CINEMA

Ninguém pode negar a química perfeita que gira em torno do cinema e do palco, por isso grandes musicais de sucesso na Broadway vão para as telonas tentando explorar o sucesso que já existiu no teatro, buscando uma maior projeção é também um alcance maior de público.

Conheçam alguns musicais que viraram filmes de grande sucesso.

CHICAGO

Por muitos anos pensou que os musicais não teriam mais vez em Hollywood. Isso mudou um pouco com a chegada de Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001), mas foi com Chicago (2002) que o cinema norte-americano avisou que a era dos musicais ainda não havia chegado ao fim. Dirigido por Rob Marshall e estrelado por Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones e Richard Gere, o longa foi sucesso de público e crítica. Arrecadou mais de US$ 300 milhões em todo mundo e recebeu seis estatuetas no Oscar, incluindo Melhor Filme.
Com coreografia do lendário Bob Fosse, o musical Chicago estreou na Broadway em 1975, tendo como inspiração uma peça homônima escrita pela jornalista Maurine Dallas Watkins.

O FANTASMA DA ÓPERA 

A história do fantasma da ópera nasceu no início do século XX, em um livro escrito por Gaston Leroux, mas foi Andrew Lloyd Webber o responsável por uma de suas versões mais famosas. Afinal de contas, o compositor criou aquele que é o musical com maior número de apresentações na Broadway em todos os tempos.
Diante de tamanho sucesso, logo nasceu a ideia de adaptar a peça teatral para o cinema. Entretanto, foi necessária mais de uma década para que o projeto enfim se tornasse realidade. Em 2005, 19 anos após a primeira encenação nos palcos, O Fantasma da Ópera enfim chegava aos cinemas. O filme foi mal nas bilheterias americanas, onde arrecadou US$ 51 milhões, mas faturou mais que o dobro desta quantia - US$ 103,3 milhões - nos demais países.

GREASE

Em 1971, foi criado o musical Grease, sobre a juventude norte-americana dos anos 1950. No início, este espetáculo foi considerado agressivo e mesmo vulgar, e as montagens sucessivas acabaram retirando a maioria do conteúdo controverso do texto inicial. Grease teve sua última apresentação na Broadway em 1980, quando ele ainda era o espetáculo de maior longevidade do país.



A adaptação, Grease - Nos Tempos da Brilhantina (1978) trazia John Travolta e Olivia Newton-John nos papéis principais. O filme teve uma produção modesta e um orçamento reduzidíssimo (US$6 milhões) mas, superando todas as expectativas, ele se tornou o filme musical de maior bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando US$188 milhões mundialmente.

A NOVIÇA REBELDE

O filme A Noviça Rebelde (1965) fez tanto, mas tanto sucesso em todo mundo que até ofuscou o fato de que antes de chegar aos cinemas a história passou pelos palcos da Broadway. Último trabalho escrito pela lendário dupla Rodgers & Hammerstein, The Sound of Music estreou em NY em 1959, baseado em memórias de Maria von Trapp.
Comandada por Robert Wise, a versão para os cinemas arrecadou quase US$ 160 milhões nos Estados Unidos, algo marcante para a época. Conquistou cinco prêmios no Oscar, com destaque para Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora. O elenco conta com participação marcantes de Julie Andrews e Christopher Plummer. 

WEST SIDE STORY

Escrita por Arthur Laurents, a peça West Side Story estreou na Broadway em 1957, fazendo uma adaptação livre do clássico "Romeu e Julieta", de William Shakespeare. O musical fez muito sucesso nos palcos norte-americanos, conquistando cinco indicações ao Tony Awards, incluindo Melhor Musical.
Em 1961, a história chegou aos cinemas pelas mãos de Robert Wise e Jerome Robbins. Amor, Sublime Amor gira em torno do romance proibido entre Tony e Maria. O longa conquistou 10 estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, e entrou de vez para a história dos musicais hollywoodianos. Grandes estudiosos da aérea apontam West Side Story como o musical de "perfeita harmonia".







sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A ERA DOS MUSICAIS NO CINEMA

Algumas vertentes da arte possuem uma história tão longa que é praticamente inacessível à nós detalharmos cada fase da música ou das artes plásticas, por exemplo, pois há casos de registros desde a época pré histórica.
Porém, com o cinema acontece justamente o contrário, a origem da sétima arte é muito acessível, pois é justamente um curto período de tempo desde a sua criação. Por isso conseguimos acompanhar a sua evolução e torná-la muito mais verossímil a nossa sociedade.



Após os primeiros trinta anos do cinema, aparece em 1927 o primeiro filme com trilha sonora gravada e sincronizada: “O Cantor de Jazz”, não por acaso um musical, conta a história de um pretendente a cantor que sofre preconceito dos jazzistas tradicionais por ser branco.

Tinha como ator principal Al Jolson, a maior estrela dos musicais da Broadway. O filme inaugurou a era do cinema falado e o gênero musical era a melhor forma de explorar a novidade do som na sétima arte. Na mesma época despontava nas telas os talentos de Fred Astaire e Ginger Rogers, dois talentos revelados nos musicais da Broadway. 

Entre as décadas de 1940 e 1960, a produção de filmes musicais atinge seu ápice em Hollywood, com o surgimento também de novas estrelas, como Judy Garland, Gene Kelly, Bing Crosby.  
Filmes  como "O Mágico de Oz" (direção de Victor Fleming, 1939), "Agora Seremos Felizes" 
(direção de Vincente Minnelli, 1944), "Modelos" (direção Charles Vidor, 1944), "Cantando na Chuva" (direção de Stanley Donen e Gene Kelly,1952), "O Rei e Eu" (direção de Walter Lang, 1956), "Amor, Sublime Amor" (direção de Jerome Robbins e Robert Wise, 1961) e "My Fair Lady (direção de George Cukor, 1964) tornaram-se clássicos do gênero.  

Muitos deles, como "Amor, Sublime Amor" foram adaptações de musicais bem-sucedidos nos palcos da Broadway. Grandes estudiosos do Teatro Musical mundial dizem que "Amor, Sublime Amor" é um filme tecnicamente perfeito, onde as musicais complementam o roteiro, o roteiro se encaixa nas musicas, a fotografia harmoniza com a história, etc.

Nessa era dourada do cinema hollywoodiano, os musicais tiveram um papel destacado na indústria cinematográfica. Mas, no fim da década de 60, o gênero mostrava sinais de esgotamento na sétima arte. Naqueles anos, a contracultura hippie e a cultura pop inspiraram alguns musicais que atualizaram a linguagem do gênero e o mantiveram ainda por algum tempo entre os mais apreciados do cinema.

Hoje, não só os filmes musicais fazem sucesso mas também as animações da Disney, por exemplo. Apesar de existir um grande preconceito de alguns diretores conceituados com os filmes musicais, até hoje são produzidos em massa, ganhando não somente às telonas, mas também séries americanas e animações infantis e adultas.

Algumas adaptações de musicais da Broadway para o cinema ganham até novas musicas ou reformulações, deixando o filme mais interessante de assistir. Grandes diretores dessas produções tem a sensibilidade de perceber que a linguagem cinematográfica é e deve ser diferente do espectador assistir à história num teatro, por isso essas adaptações são sempre bem vindas.
Um exemplo recente foi a adaptação do musical Rent para as telonas. Na Broadway o musical é todo cantado, quase sem texto, porém no cinema o diretor optou por incluir as musicas e transformar todo o texto musical em diálogos falados. O que resultou num filme que atingiu um público diferenciado, não só de musical.

Grandes musicais, grandes filmes. Vale a pena conferir cada um deles.