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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Michael Kidd - Bailarino/Coreógrafo/Diretor




Mr. Kidd nasceu Michael Greenwald em 12 de Agosto de 1915, no Brooklyn, NY. Ele participou City College de Nova York, mas deixou a faculdade, quando ele recebeu uma bolsa de estudos na School of American Ballet em 1937. Dançando mais tarde com o American Ballet Theatre. Foi casado duas vezes: com Maria Heater, de quem se divorciou; e Shelah Hackett que viveu com ele. Ele também deixou quatro filhos: Kristine Kidd e Susan Kidd, de seu primeiro casamento; e Amy Kidd e Matthew Kidd, de seu segundo. Morreu em 23 de dezembro de 2007, de câncer, na sua casa em Los Angeles.

Michael Kidd, que ganhou cinco prêmios Tony, bem como um Oscar honorário por seus talentos coreográficos na Broadway e na tela.
Michael Kidd começou sua carreira na Broadway como um performer no final dos anos trinta, início dos anos 40 em Filling Station, The Caravan Ballet, Billy the Kid, Interplay e Ballet Theatre.



Famoso pela coreografia que ele apelidou de "comportamento humano e costumes das pessoas, estilizados em formas rítmicas musicais", Kidd criou um estilo único de dança que integrou movimentos líricos com parcelas teatrais. Venceu muitos Tony Awards de melhor coreógrafo, créditos de Kidd mais conhecidos da Broadway incluem "Arco-íris de Finian" (1947), "Guys and Dolls" (1950), "Can-Can" (1953), e "Li'l Abner" (1956) .
Li'l Abner - em 1956 - foi a primeira produção da Broadway que o Sr. Kidd tanto coreografou e dirigiu. Ele  repetiria muitos vezes essas funções nas produções de "Destry Rides Again", "Wildcat", "Metrôs são para dormir", "Ben Franklin em Paris", "Os Rothschilds", "Cyrano" e um 1980 revival do "The Music Man"


Embora ele não  tenha conseguido ganhar um outro Tony depois de sua vitória 1960 coreográfica para "Destry Rides Again" (ele também foi nomeado para um Tony de melhor diretor por "Destry"), Sr. Kidd recebeu cinco outras indicações. Essas indicações incluem três para coreografia ("Metrôs são para dormir", "Arranha-céu" e "Os Rothschilds") e dois para a direção ("Os Rothschilds" e "A Garota do Adeus"). Este último, que estrelou Bernadette Peters no papel-título, foi o último crédito dado na Broadway para o Sr. Kidd.


Além de seu sucesso palco, Sr. Kidd também teve uma carreira de Hollywood. Ele encenou danças e números musicais de "The Band Wagon", “Knock the wood“, "Guys and Dolls", "Li'l Abner", "Star!" e "Movie Movie” e é creditado  pelas coreografias de "Onde está Charley ?," "Sete Noivas para Sete Irmãos", “Merry Andrew" e “Hello, Dolly!" Mr. Kidd também apareceu em um punhado de filmes: “Happy Days Are here Again”, “It’s Always Fair Weather", "Smile", “Movie Movie“ e "Skin Deep". Ele e Peter Anastos eram indicado ao Emmy por sua coreografia para o 1982 TV especial "Baryshnikov em Hollywood."


Mr. Kidd foi agraciado com um Oscar honorário da Academia em 1997 "em reconhecimento por seus serviços à arte da dança na arte da tela." Ele também recebeu um Lifetime Achievement Award em 1996  da American Choreography Awards, USA.



Mr. Kidd dizia: "Eu sempre uso gestos da vida real, e a maior parte da minha dança é baseada na vida real”.



Vejam!!


Sete noivas para sete irmãos



The Band Dagon - (A minha favorita!)




FONTES:http://www.playbill.com/news/article/michael-kidd-tony-winning-choreographer-and-director-dead-at-92-146385#sthash.NbAb2X5G.dpufhttp://www.backstage.com/advice-for-actors/dancers/12-broadway-choreographers-all-actors-should-know/http://www.biography.com/people/michael-kidd-9364416




sexta-feira, 11 de março de 2016

Cinderella, O Musical - A Magia Vai Começar !!!

O musical "Cinderella" chega a São Paulo, uma produção  da Fábula Entretenimento.
Cinderella é um musical escrito para a televisão, com música de Richard Rodgers e um livro e letras de Oscar Hammerstein II.
Existem várias versões do conto Cinderella, a mais poular é de Walt Disney, porém como lembra o diretor Charles Moeller “Cinderela é um conto chinês de 800 anos antes de cristo, que foi para a europa e mais tarde relido pelos Irmãos Grimm, mas ele foi lido em praticamente todas as mitologias da britânica á indigina.”



Para construir o musical, Oscar Hammerstein II se baseia na versão francesa Cendrillon, ou la Petite Pantoufle de Verre, de Charles Perrault. A clássica história de uma jovem forçada a uma vida de servidão por sua madrasta cruel e suas meias-irmãs egocêntricas, que com ajuda de sua fada madrinha, Cinderela é transformada em uma princesa e encontra seu príncipe.
Na década de 1950 as adaptações de musicais para a televisão eram muito frequentes versões de Annie Get Your Gun, Wonderful Town, Anything Goes e Kiss Me, Kate foram realizadas. Em 1955 a NBC transmitiu o musical Petter Pan, com Mary Martin no papel título. E foi um estrondoso sucesso, a rede de tv começou a procurar por musicais que fossem destinado ao público familiar. Então pediu a Rodgers e Hammerstein para criar um musical exclusivo para a televisão, em vez de adaptar algum musical já existente nos palcos.  E assim nascia Cinderella.
Com Julie Andrews no papel título. Os ensaios começaram em 21 de fevereiro de 1957. O diretor da produção foi Ralph Nelson e o coreógrafo Jonathan Lucas. No início de março, a empresa mudou-se para CBS Television Cor Estúdio 72,  o primeiro estúdio á cor CBS-TV em Nova York. Os 56 artistas, 33 músicos e 80 ajudantes de equipe trabalharam lotando o pequeno estúdio em conjunto com quatro câmeras gigantes que produziam a TV em cores, um guarda-roupa com mais de 100 figurinos, e inúmeros adereços e alguns equipamentos de efeitos especiais.  A orquestra tocou em uma pequena sala com equipamento especial captar o som. CBS investiu em uma campanha de marketing massiva, assim como os patrocinadores.  E o musical foi transmitido ao vivo em 31 de março de 1957.

Trecho de Cinderella de 1957 

A transmissão foi vista para mais de 100 milhões de pessoas. Foi posteriormente refeito para a televisão por duas vezes, em 1965 e 1997. A versão 1965 estrelou Lesley Ann Warren , e em1997 estrelou Brandy Norwood no papel-título .

O musical também foi adaptado para o palco em uma série de versões , incluindo uma adaptação pantomima London West End, e uma produção pela New York City Opera , que segue a versão original da televisão. Em 2013 adaptação estrelada por Laura Osnes e Santino Fontana, com um novo roteiro de Douglas Carter Beane , abriu na Broadway.
Em 2016 O Brasil, finalmente, terá sua própria ‘Cinderella’, com direção de Charles Möeller e Claudio Botelho, trazendo Bianca Tadini no papel-título e Totia Meirelles como a madrasta. 

A estreia é HOJE, 11 de março, no Teatro Alfa, em São Paulo, com realização da Fábula Entretenimento.



Uma história clássica, mas com características proprias. Charles Möeller comenta a forte presença de Shakespeare no espetáculo: “O Príncipe, logo em sua primeira canção, coloca em dúvida se tem ou não vocação para ser rei. Uma forte presença do ‘ser ou não ser’ do Hamlet”. Para o diretor, “há também um olhar diferente para a mulher – nos anos 50, era ela a própria dona do seu lar, seu único espaço de ação. Em ‘Cinderella’, a protagonista entende as ideias de igualdade entre os cidadãos e as repassa para o Príncipe, enquanto dança com ele durante o baile”.

Para o papel-título, a escolhida foi Bianca Tadini, selecionada entre mais de 500 candidatas.  Bianca que já é conhecida por seus outros musicais como “West Side Story”, “Rei e Eu”, “Evita” entre outros comenta como é fazer a Cinderella:“ Ela não é só uma princesa que precisa de um príncipe para salva-la. Ela é uma mulher inteligente, forte, ela ajuda o príncipe, ele precisa dela e ela precisa dele. E isso é muito interessante, ela não é uma mocinha, uma donzela”

Habitual parceira de Möeller e Botelho  nos palcos, Totia Meirelles fará seu quinto musical dirigido por eles (como ‘Company’, ‘Hair‘ ‘Nine’...), interpretando o papel da madrasta: “É muito bom fazer vilã, a gente se diverte muito. A madrasta não é engraçada, mas ela tem uns toques de comedia. Ela é muito má, a primeira vez que eu fui fazer uma cena com a Cinderella eu falei: Não vou conseguir! É muita maldade, e eu faço muito maldade.”

Bruno Narchi, que interpretará o príncipe Topher. Tiago Barbosa (o Simba, do musical ‘O Rei Leão’) será Lord Pinkleton, mas também se revezará com Bruno Narchi no papel do príncipe.
A atriz Ivanna Domenyco  interpretará a fada madrinha, Maria. O elenco traz ainda Bruno Sigrist, Raquel Antunes, Giulia Nadruz, Carlos Capeletti, Naomy Scholling , Fernando Palazza, Nick Vila Maior, Diego Luri, Letícia Mamede, Thati Abra, Talita Pereira, Lia Canineu, Laura Visconti, Philipe Azevedo,  Luana Bichiqui, Willian Sancar, Marcelo Vasquez, Fábio Saltin.



A direção musical é de Carlos Bauzys (‘O homem de la mancha’, ‘A madrinha embriagada’, ‘Nuvem de lágrimas’, ‘Alô, Dolly!’,  entre outros), que comandará uma orquestra de 16 músicos. Os figurinos são de Carol Lobato (vencedora do Prêmio Shell 2015 por ‘Kiss me Kate’), a luz é de Maneco Quinderé, Rogério Falcão assina a cenografia, e a coreografia é de Alonso Barros. A produção de elenco é de Vanessa Veiga.




Serviço
‘Cinderella’
Estreia: 11 de março
Local: Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro.
Horários:
Quintas: 21h
Sextas: 21h30
Sábados: 16h e 20h
Domingos: 17h

Preços:
Setor VIP: R$140
Plateia: R$120
Balcão 1: R$70
Balcão 2: R$50







sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dicas para audicionar bem!

Em tempos de inúmeras audições, nada como algumas boas dicas para causar uma boa impressão à banca e mostrar seu talento e profissionalismo da melhor forma possível.
Achei vários artigos falando sobre este assunto durante a pesquisa para desenvolver este texto, então percebi que era um bom assunto a ser tratado aqui no Blog do CP Musical. Então usei aqui das minhas experiências e destes anos audicionando para escrever este texto. Espero colaborar um pouquinho para as audições de vocês! Boa sorte!

A primeira coisa que devemos fazer é ler atentamente o chamado para a audição. Veja os perfis pedidos, a data limite para inscrição e o material pedido para a inscrição. Se você não tem certeza se você se encaixa nos perfis descritos, pergunte aos seus mestres e professores e mande seu material caso realmente tenha as características e habilidades solicitadas. Não mande seu material após a data limite, primeiro porque dificilmente você será chamado para adicionar e segundo porque parece desinteresse pelo teste. Mande o que foi pedido no ato da inscrição, nem a mais, nem a menos. 
No seu currículo coloque suas habilidades, seus principais trabalhos e com quem você estuda ou estudou. Muito importante, NÃO MINTA. 
Estar sempre estudando é imprescindível. Esteja sempre pronto, nunca se sabe quando vai surgir um teste. Com o tempo você terá um repertório de músicas que te favoreçam e de monólogos também.

Você mandou seu material e foi chamado!

Uma audição é como uma entrevista de emprego, você deve causar uma boa impressão na medida certa.
Siga as instruções dadas por e-mail ou telefone para o seu teste.
Prepare a música pedida e o texto, se for o caso. Se a música for de livre escolha, leve uma música que mostre o melhor da sua voz e que de preferência seja no mesmo estilo do musical para o qual você está audicionando. Por exemplo, se você vai audicionar para "O Fantasma da Ópera", leve uma canção também em estilo de Old Broadway, como "A Noviça Rebelde", alguma canção de Gershwin.
A não ser que seja solicitado não leve canções do musical para o qual está audicionando.
Faça fotos de ator com um bom fotógrafo, fotos de modelo não servem. Tenha sempre um currículo bem escrito e atualizado e boas fotos recentes.
Não dê ouvidos a fofocas de bastidores, prepare-se e faça o que você estudou para fazer no seu teste. 

No dia da sua audição!

Chegue com antecedência ao local do teste. Em geral temos que entregar CV e foto no local, preencher alguma ficha, ser fotografado pela produção, pegar o número que usaremos durante o teste e para fazer tudo isto com calma é melhor chegar mais cedo.
Vá bem vestido, mas neutro. Não use “figurino” no seu teste. Deixe que a banca veja você e decida para que personagem você tem perfil.
Leve o material pedido, CV, foto, Sapato de dança, partitura, etc…
Não leve música cifrada, leve sempre partitura.
Tenha uma música a mais caso queiram ouvir um outro trecho.
Reserve o dia para fazer sua audição para que seu foco esteja no teste.

Dentro da sala de audição!

Se o seu teste for de canto, entre na sala e fale com o pianista, mostre sua partitura e de onde você vai começar a cantar, em geral cantamos apenas 16 compassos da música escolhida.
Vá para a marca no chão e cumprimente a banca, seja simpático, mas não fale demais.
E então cante lindo!
Se for um teste de dança procure ficar num lugar da sala em que você veja bem o coreógrafo. Tire suas dúvidas da sequencia passada, se as tiver.
Vá com roupa confortável que não esconda o seu tipo físico.
Dance lindo!
Esteja preparado e treinado para aprender na hora trechos de música do musical e trechos de coreografias do musical para o qual está audicionando. 


Tudo o que você pode fazer pelo seu teste é ser profissional desde o seu primeiro contato com a produção, passando por chegar com antecedência no dia do teste e levar o que foi solicitado e estar estudando sempre para não ser pego de surpresa por um teste num momento em que você não esta desenvolvendo suas habilidades em aula e/ou no palco. 
Dê ouvidos aos seus professores, para tanto, escolha estudar com profissionais bem vistos no mercado, que tenham experiência em teatro musical e com quem você possa contar para se preparar para os testes.
Esqueça as fofocas, elas são só fofocas, especulações.
Seja estudioso, leve seu trabalho a sério e colherá os frutos do seu empenho, com certeza!


Texto: Thati Abra
Fotos: Bru Casotti Fotografia - Espetáculo "Audição O Musical" da turma do CP Musical


sexta-feira, 27 de março de 2015

O Sapateado no Cinema



Gene Kelly and Jerry Mouse


Assim como o sapateado invadiu os palcos, ele também invadiu as telas de cinema com o advento de filmes musicais.

Enquanto os sapateadores negros continuavam a sofrer com a segregação racial o sapateadores brancos tornavam-se estrelas de cinema no momento da era de ouro dos filmes musicais, estes que serviam como escapismo diante do advento da Segunda Guerra Mundial. 

Nestes filmes buscavam mostrar a identidade americana, bem como o bem viver, a beleza, as belas mulheres.

Fred Astaire and Ginger Rogers



As grandes estrelas que surgiram neste período foram: Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers e Elanor Powell.




Fred e Ginger


Gene Kelly ficou conhecido por sua criatividade, seus números sempre foram surpreendentes neste aspecto, já Fred Astaire, primava pela perfeição técnica, estudava horas e horas até que seus números ficassem perfeitos. Como Fred Astaire não era considerado um galã, ele sempre estava ao lado de belas atrizes-sapateadoras, é o caso de Ginger Rogers, que não era boa sapateadora, mas era muito bonita e charmosa.Eleanor Powell era uma sapateadora à altura de Fred Astaire, mas Ginger Rogers acabou fazendo muito mais filmes ao lado de Fred.


A lista de filmes com cenas de sapateado é bastante extensa. 

Dentre eles podemos citar:
  • The Gay Divorcee (1934), com a dupla que apareceria em muitos outros filmes Ginger Rogers e Fred Astaire.

Fred e Ginger em The Gay Divorcee



  • Shall We Dance (1937), com músicas do renomado compositor George Gershwin e estrelado por Ginger Rogers e Fred Astaire.



Fred e Eleanor em The Broadway Melody (1940)



Gene Kelly e o Jerry em Anchors Aweigh (1944)

  • Stage Door (1937), com Katharine Hepburn, Ginger Rogers, Lucille Ball e Ann Miller no elenco.


  • Stormy Weather (1943), com um elenco de negros somente e estrelado por Bill “Bojangles” Robinson, grande sapateador negro.


  • An American In Paris (1951), estrelado por Gene Kelly e Leslie 


  • Singin' In The Rain (1952), ou Cantando na Chuva, estrelado por Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O’Connor.


  • The Band Wagon (1953), estrelado por Fred Astaire, Cyd Charisse e Jack Buchanan.


  • White Nights (1985), conhecido no Brasil como “O Sol da Meia - Noite”, com Baryshnikov no elenco.


  • Stepping Out (1991), com Liza Minelli no elenco interpretando uma dançarina da Broadway decadente que dá aulas de sapateado.


Sugiro assistir trechos dos musicais citados no You Tube ou até mesmo comprar esses filmes para assistir na íntegra. Algumas das cenas são realmente inesquecíveis!

Links:
www.tapdance.org


https://books.google.com.br/books?id=rU9dUaCsd94C&pg=PA139&dq=the+first+hollywood+movie+with+tap+dance&hl=pt-R&sa=X&ei=53oAVabXHoHxggT224CABA&ved=0CB0Q6AEwAA#v=onepage&q=the%20first%20hollywood%20movie%20with%20tap%20dance&f=false


Tradução e adaptação: Thati Abra



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A INTERESSANTE HISTÓRIA DE COLE PORTER


Cole Albert Porter nasceu em 1891, no Peru, Indiana. 

Aos seis anos de idade começou a estudar piano e violino e já mostrava muito talento para a música. Logo ele decidiu estudar apenas piano e dedicou toda a sua energia a isso. Estudava todos os dias e freqüentemente sua mãe Kate Cole juntava-se a ele no piano e juntos compunham paródias perversas para as canções populares da época.  

Kate sabia que seu filho tinha talento, e fez tudo o que podia para pavimentar o caminho dele para a fama musical. Logo no início, ela subsidiou a orquestra de estudantes na escola de música local, certificando-se de que seu filho fosse o solista de violino. Havia rumores de que ela também tomou medidas para assegurar que os jornais locais dessem a seu filho as opiniões corretas. Quando Cole tinha dez anos de idade, ele começou a compor músicas, e sua mãe pagou para ter suas composições publicadas e cópias enviadas a família e amigos. E quando, aos 14 anos, ela enviou Cole para a exclusiva Worcester Academy, em Massachusetts, ela decidiu que as pessoas ficariam mais impressionadas com as realizações de seu filho, se seu filho tivesse apenas doze anos, em vez de quatorze anos. E assim ela fez oficialmente, arranjando algumas pequenas mudanças no seu histórico escolar. eu caminho. 

A permanência de Cole na Academia Worcester foi um sucesso. Nos anos posteriores, ele se lembrou de um de seus instrutores de lá, Dr. Abercrombie, como uma influência importante. Cole disse que Abercrombie lhe ensinou sobre a linguagem e métrica, e que, em uma canção, "As palavras e a música devem ser tão inseparavelmente unidos uma da outra que elas são como um." Quando ele se formou na Academia em 1909, Cole foi o orador oficial da classe. 

Em seguida foi para Yale, e os anos de graduação de Cole em Yale foram um dos períodos mais ricos da sua vida. Ele foi um enorme sucesso social, famoso no campus pelas músicas que ele estava constantemente escrevendo e cantando. Ele cantou solos com o Yale Glee Club. Ele escreveu gritos de guerra de futebol, alguns dos quais continuaram a ser cantado por muito tempo depois que ele deixou Yale, especialmente "Bingo Eli Yale" e a "Yale Bulldog Song". E ele escreveu canções para comédias musicais, produzidos pela fraternidade Delta Kappa Epsilon e pela Associação Dramática de Yale. Alguns desses shows sairam em turnê por todo o país, e Cole em turnê com eles, divertindo-se em festas e com colegas da turnê. Ao todo, Cole escreveu cerca de 300 canções, enquanto ele estava em Yale. E quando ele se formou em 1913, seus colegas o escolheram o membro "mais divertida" de sua classe. Em seus últimos anos de Yale, Cole fez muitas conexões que seriam tanto profissionalmente como pessoalmente importantes para ele para o resto de sua vida. 


Por insistência do milionário James Omar, seu avô materno, Cole foi então matriculados na Harvard Law School, onde ele dividiria cômodos com um jovem chamado Dean Acheson - sim, o Dean Acheson, que se tornaria Secretário de Estado de 1949 a 1953. Mas Cole não tinha interesse em se tornar um advogado, e suas atividades continuaram a ser na maior parte musicais. Muitas das histórias de Cole Porter sobre si mesmo eram invenções, mas, de acordo com Cole, o decano da Faculdade de Direito, Ezra Ripley Thayer, tomou-o à parte, um dia, durante o segundo ano de Cole na Faculdade de Direito, e disse-lhe: "Não desperdice o seu tempo ocupe-se de estudar música ". Se o conselho realmente veio de Thayer ou não, Cole tomou-o, e transferiu-se para a Escola de Artes e Ciências da Universidade de Harvard em 1915, onde fez uma pós-graduação em Música. Cole disse à sua mãe Kate sobre a mudança de planos de carreira, mas ambos preferiram deixar o avô JO  acreditar que Cole ainda estava estudando direito. 

Cole terminou a pós-graduação em 1916 e mudou-se para Nova Iorque onde ele viveu no Yale Club. Seu primeiro show, See America First (1916), teve apenas 15 performances, mas a platéia estava cheia de socialites proeminentes, e Cole tornou-se rapidamente uma figura conhecida nos círculos sociais. 

Em julho de 1917, Cole se mudou para Paris. A Primeira Guerra Mundial estava no auge, e Cole inventou histórias sobre se juntar à Legião Estrangeira francesa e realizar inúmeras façanhas heróicas que foram devidamente relatadas na imprensa de volta para casa e que permaneceram em parte da biografia oficial de Cole ao longo de sua vida. Nemhuma palavra era verdade. Na verdade, Cole estava aproveitando a fabulosa vida social de Paris, festas extravagantes cheios de celebridades internacionais, membros da pequena nobreza, artistas e excêntricos. 

Linda Lee Thomas de Louisville, Kentucky, divorciada de um marido abusivo, rica e considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo tornou-se amiga de Cole. Em 19 de Dezembro de 1919, Cole e Linda se casaram. 

Mas enquanto sua vida social era deslumbrante, a carreira de Cole estava se movendo de maneira frustrantemente lenta. Ele estudou brevemente com o compositor francês Vincent d'Indy. Teve alguns pequenos sucessos, contribuindo com músicas para séries como Hitchy-Koo 1919 e do Greenwich Village Follies de 1924. E em 1923, ele teve um sucesso em Paris, com um curto ballet chamado Within the Quota. Mas os produtores da Broadway tinha pouco interesse em seu trabalho. No entanto, em 1928, Irving Berlin recomendou Cole para os produtores de um "musicomedy" chamado Paris, estrelado por Irene Bordoni. Cole escreveu cinco músicas para o show, e uma daquelas músicas "Let's do it (Let's Fall in Love)", se tornou o primeiro grande sucesso de Cole. 

Por fim, a carreira Broadway que durante tanto tempo lhe escapou começou a ser uma realidade. Continuou em Paris com outro show "francês", e um musical inteiro desta vez, Fifty Million Frenchmen(1929). O show, com um libreto de Herbert Fields, teve 257 performances, e incluia "you've got that thing", e "You Do Something To Me". E, em seguida, escreveu "What Is This Thing Called Love?" para um show em Londres chamado Wake Up and Dream (1929).

Agora vivendo em Nova Iorque, Cole entrou um período extraordinariamente produtivo com show seguido show na Broadway, e hit seguido hit. The New Yorkers(1930) qua tinha a canção "Love For Sale". Seu musical de 1932 Gay Divorce estrelado por Fred Astaire, o último papel de Astaire na Broadway e única aparição na Broadway de Astaire sem sua irmã e parceiro de dança, Adele. O show teve 248 récitas, e tem entre suas canções "Night and Day" e "After you, Who?" 

Em 1934, Cole escreveu uma de suas maiores partituras para um show com um liberto de Guy Bolton, PG Wodehouse, Howard Lindsey, e Russel Crouse, Anything Goes. O espetáculo estrelado por Ethel Merman, William Gaxton, Bettina Hall, e Victor Moore e incluiu "Anything Goes", "I Get A Kick Of You", "All Through The Night", "Blow, Gabriel, Blow", e "You're The Top ". 

Em 1936, Cole compôs para um outro musical da Broadway, Red, Hot and Blue !, estrelado por Ethel Merman, Bob Hope e Jimmy Durante, e incluiu "It's D'Lovely". Também em 1936, o filme musical Born to Dance destacou "I've got you Under My Skin" e Jimmy Stewart cantando "Easy To Love" também foi um destaque. E compôs para um filme de 1937, Rosalie,  "In the Still Of The Night". 

No verão de 1937, Cole sofreu um acidente e praticamente perdeu o movimento das pernas. Para o resto de sua vida, ele estaria em grave dor, com osteomielite crônica e passando por mais de trinta operações ao longo dos próximos 20 anos. 

Cole escapava da sua agonia física no trabalho e continuou compondo. Compôs muitos outros sucessos ao longo de sua vida. 

Cole Porter morreu em 15 de outubro de 1964, em Santa Monica, Califórnia após a cirurgia renal. 

Cole Porter produziu um corpo rico e fascinante do trabalho, caracterizado pela sagacidade e sofisticação, com uma tensão subjacente de melancolia inquietação e solidão. 

Vamos ouvir algumas composições de Cole Porter:





Fonte: http://www.songwritershalloffame.org/exhibits/bio/C19



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Conhecendo Stephen Sondheim !!!

Letrista e compositor americano que ficou famoso pelo grande número de musicais marcantes em que esteve envolvido, entre eles: 
West Side Story, Sweeney Todd e Into the Woods.



Stephen Joshua Sondheim nasceu em 22 de Março de 1930, na cidade de Nova Iorque. Quando seus pais se divorciaram em 1942 ele se mudou com sua mãe para Doylestown, Pensilvânia.
 Ele começou a estudar piano e órgão muito jovem e também já estudava composição na George School.

A maior parte do seu conhecimento em Teatro Musical ele conseguiu trabalhando com grande letrista: Oscar Hammestein II. Este que Sondheim conheceu e ficou amigo ainda na Pensilvânia. Sondheim foi assistente de Oscar em muitos trabalhos.

Stephen Sondheim graduou-se em música no Williams College, e depois disso voltou para Nova Iorque.

Em determinado momento o diretor Arthur Laurents, colocou Sondheim em contato com o compositor Leonard Bernstein e com o coreógrafo Jerome Robbins, estes que estavam procurando um letrista para uma adaptação contemporânea de Romeu e Julieta, West Side Story. A contribuição de Sondheim no West Side Story e no Gypsy nos anos 50 fizeram com que ele fosse reconhecido naquele momento como uma estrela que nascia na Broadway.


Sondheim escreveu letra e música para o musical: A Funny Thing Happened on the Way to the Forum, uma farsa baseada em comédias de Plauto. Este musical estreou em 1962, foram quase 1000 récitas e ganhou um prêmio Tony de melhor musical.



Nos anos 70, ele ganhou alguns outros Tony Awards pelos musicais: Company (1970), Follies(1971), A little night music (1973) e Sweeney Todd(1979).



Sondheim tornou-se conhecido por ser espirituoso no texto, por suas letras com conversação, sua fusão perfeita de palavras com a música, e a variedade de suas matérias-primas. Pacific Overtures (1976) foi parcialmente inspirado pela poesia haiku e teatro Kabuki japonês, e 1981 de Merrily We Roll Along foi adaptado de uma peça de 1934 por George S. Kaufman e Moss Hart.

Na década de 1980, Sondheim colaborou várias vezes com o dramaturgo / diretor James Lapine. Their Sunday in the Park with George, que estreou em 1984, foi inspirado na pintura icônica "A Sunday on La Grande Jatte", de Georges Seurat, e  Into the Woods(1987) foi uma colagem de partes de contos de fadas clássicos.

Em seus trabalhos da década de 1990 Sondheim continuou a combinar vários gêneros musicais com a escrita lírica afiada e assuntos inesperados.  Alguns de seus trabalhos da década receberam menos elogios da crítica e destaque popular. Assassins (1990)  que contava histórias de nove assassinos de presidentes da história americana; e Passion(1994), em uma colaboração com James Lapine, era um romance melodramático baseado no filme italiano Passione d'Amore.

Sondheim escreveu cinco músicas para o filme de 1990 Dick Tracy, estrelado por Warren Beatty e Madonna, e ganhou um Oscar por "Sooner or Later."



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Estudar Teatro Musical Pelo Mundo



Todos que estudam teatro musical pensam em estudar fora de Brasil. Vou então hoje listar aqui algumas escolas localizadas em diferentes partes do mundo

As escolas especializadas no ensino de teatro musical são praticamente uma novidade no Brasil.
Aparentemente a primeira delas em São Paulo,  foi a Casa de Artes Operária, com direção de Ana Taglianette quando teve sua inauguração e agora segue com a direção de Cristiane Longhi (Kiki). 
Depois vieram os cursos livres de dança e canto voltados para musical com Fernanda Chamma e Wilson Gava respectivamente, na Escola de atores Wolf Maya. Depois surgiram diversos cursos livres, e escolas com o foco em teatro musical como a nossa própria escola, mas no nosso caso temos também como objetivo a pesquisa em teatro musical.

Vamos aos países com uma longa história em teatro musical: Estados Unidos e Inglaterra.
Como esta forma de arte surgiu muito mais cedo nestes países, evidentemente a necessidade de escolas e cursos que preparassem profissionais para suprir este mercado deu-se muito mais cedo.
Em Nova Iorque podemos citar a AMDA (American Musical and Dramatic Academy), a Steps On Broadway e o Broadway Dance Center estas duas últimas que são escolas de dança que agora oferecem cursos de canto, o Open Jar Institute dirigido por Jeff Whiting que é um curso de treinamento de atores com aulas de canto, dança e interpretação, esta última escola voltada para o público de adolescentes e adultos jovens.
Ainda nos Estados Unidos podemos citar entre outras o Boston Conservatory, uma outra renomada escola de teatro musical. E existem muitas outras escolas espalhadas por todo o país.

Na Inglaterra destaca-se a City Academy em Londres que tem como atrativo os professores que estão em cartaz no West Wend, nesta há cursos para artistas iniciantes e avançados. Existem cursos de teatro musical e cursos livres de dança, canto e interpretação.
Há também o curso universitário da University of Wales, Trinity Saint David, que é o mais reconhecido do Reino Unido.

Existem também cursos universitários voltados para teatro musical na Austrália, Canadá, Argentina, Espanha e em muitos outros.

Abaixo seguem os links das principais escolas citadas!

AMDA
http://www.amda.edu

Open Jar Institute
http://www.openjarinstitute.com

Boston Conservatory
https://www.bostonconservatory.edu

City Academy
http://www.city-academy.com/Musical-Theatre-Classes

CP Musical
http://www.cpteatromusical.com