Sutton Foster, grande atriz, cantora e bailarina da atualidade.
Sutton Lenore Foster nasceu na Georgia em 18 de Março de 1975, cresceu em
Michigan e atualmente mora na cidade de Nova Iorque. Ela participou dos
musicais: "The Will Rogers Follies"," Grease!"," The
Scarlet Pimpernel"," Annie" e "Les Miserables" antes
de estourar e ganhar o Tony Award em "Thoroughly Modern Mille".
Ela foi protagonista dos seguintes musicais: "Little
Woman", "The Drowsy Chaperone", "Young Frankenstein" e
"Shrek o Musical". E estrelou a remontagem do musical "Anithing
Goes", pelo qual ganhou o Tony de 2011,além de outros prêmios.
No video indicado abaixo, vocês poderão ver Sutton Foster em um ensaio de um número do
musical "Anything Goes".
Sutton passou um tempo em Los Angeles, onde estrelou a série da ABC
"Bunheads".
Em breve ela estará na série "Younger" de outro
canal.
Ela começou na TV aos 15 anos e a TV é uma de suas paixões.
Tem também uma carreira como cantora solo, já tendo feito shows, inclusive na famosa casa de espetáculos,
Carnegie Hall.
O ensaio do número:
E agora, o mesmo número apresentado no Tony Awards em 2011, a maior
premiação de Teatro Musical.
Tenho
apresentado desde o ano passado aqui no blog do CP MUSICAL uma série que conta a
história de algumas personalidades do Teatro Musical americano. Já falamos de: - Stephen Sondheim
Hoje é dia de falar da minha “Cantriz” Favorita Audra
McDonald, conhecida pelos seus papeis em peças como Carousel, Ragtime,
Twelfth
Night e Porgy and Bess, Audra já ganhou nada mais nada menos do que
seis Tony´s Awards ao longo de sua carreira.
Nascida em Berlim na Alemanha no dia 03 de julho de 1970
filha de pais americanos, sua mãe Anna Kathryn era administradora de uma
universidade e seu pai Stanley McDonald era diretor de uma escola. Mais tarde
seu pai se filia ao serviço militar americano e se muda com a família para Fresno na Califórnia.
Diagnosticada com hiperatividade e Déficit de Atenção começou a estudar teatro na adolescência como um
auxilio terapêutico para o tratamento de sua doença.
Estudou no programa de arte da
escola Roosevelt e paralelamente trabalhou com suas tias que lançavam um grupo
de musica gospel chamado de Mcdonald Sisters onde Audra ajudava em alguns
vocais.No ensino médio Audra vai
estudar em Nova York música clássica e arte dramática graduando-se em 1993
Um ano após sua formatura fez a
audição e passou para o elenco do Revival de Carousel, ganhando o seu
primeiro Tony Award pelo papel de Carrie Pipperidge
Ganhou outros dois prêmios Tony
pelos seus papeis em Master Class de Terrence McNally em 1996 e por Ragtime
Musical de 1998 sendo a primeira e única mulher a ganhar 3 prêmios Tony
antes dos 30 anos. Em 2004 ela ganhou o quarto tony por A Raisin in The Sun,
em 2012 vem o quinto premio por Porgy and Bess, e em 2014 ela entra para
a história ganhando o seu sexto premio por Lady Day at Emerson´s Bar and
Grill sendo a única atriz a ganhar seis premios tonys na história.
Num teatro essencialmente dramático, como é o musical, tudo
se dá a partir das ações das personagens que ao se friccionarem criam tensões.
Essas tensões podem ser desde amor verdadeiro ao ódio profundo, passando por
tudo que há de intermediário e indo além. É neste local de tensão justamente
que se dão as ligações da trama. Essas tensões, que já são dadas pelo texto, em
cena são dilatadas pelas ações dos atores e pelas novas tensões por eles
descobertas, criando uma outra e fundamental tensão: com o público.
Manter o público ligado a tudo que está acontecendo e ainda
emocioná-lo é sempre o objetivo. Isso se dá a partir das ações. Estudar o texto
e compreender todas as ações é fundamental. Todo trabalho do ator é sempre
envolto em ações. Ações pscicofísicas, ações vocais, ações coreográficas, ações
cênicas. Enquanto um ator está emanando seu texto (falado ou cantado) as ações
pscicofísicas podem desenhar suas intenções e reforçar ou contradizer as ações
vocais. Quero falar disso num outro post...
Vamos abordar aqui o trabalho daquele ator que não está
proferindo texto (falado ou cantado), mas para quem o ator que diz algo
direciona suas ações cênicas. Estou falando aqui de ações de resposta. Aquelas
que concordam, reforçam, discordam, atenuam, confrontam, enfim friccionam com
as ações emanadas por aquele que “diz” algo.
É muito comum assistirmos atores completamente imóveis
diante de outro que está dizendo algo a ele. Isso esvazia a tensão entre eles e
a tendência é que o público se desinteresse pela cena (já que a tensão com ele
também é esvaziada). Mas é de extrema importância que todos estejam “vivos” em
cena e sempre “preenchidos” por ações.
As ações daquele que escuta são, muitas vezes, mais
importantes e em maior destaque cênico que as do seu interlocutor. É a
disponibilidade desse ator para quem se fala, transformada em ações, que trará
possibilidades de leituras ao público, mantendo-o ligado à cena. Isso exige
estudo das falas dos demais e das intenções da sua personagem, seguido de um
trabalho de intenso de investigações das ações envolvidas.
A inquestionável atriz Vanessa Gerbelli em cena do musical
“Quase Normal” nos dá uma bela demonstração de preenchimento por ações de
resposta. Notem que ela segura as emoções da “mãe” contracenando sem apenas apreciar
seus parceiros de cena, mas provocando-os ao conflito que a cena exige. Esse
trabalho primoroso de ações permite que toda sua emoção venha à tona quando
começa a dizer seu texto cantado.