quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O que é cantar?

Olá pessoal, é com imenso prazer que escrevo meu primeiro post como preparadora vocal do CP Musical. Estudo canto há anos então nada melhor do que falar dessa área para vocês. Mas a final, o que é cantar? Em termos técnicos é um conjunto de movimentos fisiológicos, selecionados, ordenados e sistematizados para fazer essa arte. Em termos práticos nada mais é do que entender e aprender a controlar movimentos naturais que fazemos a todo momento, como respirar e falar.
A técnica vocal consiste no entendimento do uso da voz e baseia-se principalmente em exercícios de relaxamento, respiração e utilização da caixa de ressonância. Não existe um sistema destinado especificamente para a produção da voz. Ela é uma função que utiliza órgãos pertencentes a outros sistemas do organismo principalmente do digestivo e respiratório.




Para entendermos melhor sobre o canto devemos pensar no conceito de música, termo que deriva do grego, musiké téchne, que significa a arte das musas.


"Música é a arte de manifestar os mais diversos afetos  de nossa alma através de sons".


É basicamente uma forma de arte que combina sons e ritmos, seguindo uma pré organização.  Essa forma de arte, é considerada por muitos autores como uma prática cultural e humana.  A criação, a performance, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas (e a sua recriação na performance), música improvisada até formas aleatórias. Pode ser dividida em gêneros e subgêneros, contudo as linhas divisórias e as relações entre gêneros musicais são muitas vezes sutis, algumas vezes abertas à interpretação individual e ocasionalmente controversas. Dentro das "artes", a música pode ser classificada como uma arte de representação, uma arte sublime, uma arte de espetáculo.




Muitos de vocês devem estar nesse momento se perguntando, “mas Carol, por que tanto rodeio para falar sobre o canto?” e é nesse ponto que chego, cantar nada mais é que musica vocal que deve, assim como a música instrumental ser agradável aos ouvidos. A voz humana é o instrumento mais perfeito que existe, mas como outros instrumentos, exige cuidados e estudos.


Para ser cantor devemos estudar e desenvolver a técnica todos os dias, entender que cantar é passar emoção e que para isso não nos basta apenas emitir notas e palavras “ao vento” e sim saber e perceber qual a mensagem e a história que a música conta.

No teatro musical cada musica aparece não como um número, ou um momento para cantar, mas sim como uma forma de continuar a história que vem sendo contada. Se a música é uma arte de espetáculo e representação o canto não pode sair desse contexto de forma alguma e em momento nenhum.
Ser cantor é trabalhar para ter o pleno domínio de sua voz e conseguir transmitir claramente as sensações ao seu público, sejam elas de tristeza, alegria, desespero, etc.











quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CONHECENDO BOB FOSSE !!!

Bob Fosse


Robert Louis Fosse cresceu em meio ao Cabaret boates e foi exposto a este meio  logo em seus primeiros anos de vida. Ele era o caçula de seis filhos. Sua carreira com a dança começou ainda muito jovem, quando seu pai o ensinou a dançar Dança de Salão. Sua mãe foi uma dançarina "Burlesca", uma espécie de dançarina de cabaré e cantora de revistas musicais. Com 15 anos montou a sua primeira coreografia de Cabaré, um número onde os bailarinos usavam penas de Avestruz como um traje, que era muito picante para a época. 
Este tipo de conotação sexual mais tarde tornou-se parte do seu estilo.


Em 1945 ele se formou na Escola Secundária de Amundsen, em Chicago e começou um trabalho dançando no show "Dura situação", no qual se apresentou para bases militares e navais no Pacífico. Depois disse que aperfeiçoou sua técnica como performer, coreógrafo e diretor.
Após anos de atuação, Fosse passou a desempenhar na Broadway e acabou tornando-se famoso. Fosse começou a ter mais e mais trabalhos e devagar iniciou um edifício com o próprio nome no circuito da Broadway.


Ele desejava ter um grupo de bailarinos e conseguiu. Começou a montar seus números de mais sucesso com esse grupo. Ele foi muito simplista, mas poderoso no seu estilo e movimentos, caracterizado por um ar sensual. Ele fazia os bailarinos mover-se muito lentamente, devagar mexendo um dedo ou uma sobrancelha inserindo nesses pequenos movimentos o seu estilo. Joelhos internos, ombros arredondados e isolações do corpo. Em qualquer número de Fosse é fácil você encontrar cigarros, meias, luvas e um chapéu. Ele usava muita sensibilidade em sua coreografia e movimentos pélvicos e pesados.


O Bob Fosse é sinônimo de um estilo único de coreografia bastante diferente de qualquer outro.
Apenas os mais talentosos e versáteis conseguiam experimentar a dança no estilo Fosse. Para Fosse um bailarino deve possuir uma sólida técnica (especialmente no balé), juntamente com um profundo entendimento dos estilos de sapateado, jazz e ballet. Uma aptidão para o canto e atuação também seria um dever. Estes bailarinos seriam obrigados a cantar e capazes de expressar-se com seus corpos como qualquer ator poderia utilizar a fala para passar a mensagem.
“Fosse”, o musical da Broadway, é uma homenagem a ele e aos famosos números de dança que ele fez. Adorado por uns, odiado por outros, esta homenagem imortaliza um dos lendários da Broadway.


Bob Fosse morreu aos 60 anos, vítima de um enfarto, em Washington, onde estava para apresentar o espetáculo "Sweet Charity" no Teatro Nacional de Washington



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ESTRÉIA EM SÃO PAULO O MUSICAL: " A MADRINHA EMBRIAGADA"

São Paulo vai se embriagar!
Dia 17 de agosto estreou no teatro do SESI,a temporada do Musical “A Madrinha Embriagada”. 




Com roteiro de  Bob Martin e Don McKellar e música de  Lisa Lambert e Greg Morrison a Comedia  Musical faz uma homenagem aos espetáculos da Broadway de 1920.
Um Fã conhecido apenas como o Homem da poltrona coloca um LP de um musical fictício para rodar, e de dentro do LP saem os personagens. Uma estrela da Broadway super mimada quer desistir do mundo dos shows para se casar. Seu produtor por sua vez propõe sabotar as núpcias. O espetáculo ainda conta com Um noivo afável, um amante latino e um par de bandidos que só pioram a confusão.


O espetáculo teve sua estréia oficial em Toronto no ano de 1998. E abriu na Broadway em 1 de maio de 2006 ficando em cartaz até 30 de dezembro de 2007. Contendo 674 performances. O show teve também grandes produções em Toronto, Los Angeles, Nova York, Londres e Japão, bem como duas turnês norte-americanas.


O musical recebeu 14 indicações para o Drama Desk Awards vencendo 7 e 13 indicação para o Tony Awards vencendo 5 arrebatando prêmios como Melhor Roteiro e melhor Partitura. Ambos em 2006
A temporada Paulista está no teatro do SESI com ingressos gratuitos. Com previsão de ficar 11 meses em cartaz com 8 sessões semanais. Os ingressos estão disponíveis pelo site www.sesisp.org.br/ingressomadrinha




Ficha Técnica
Diretor: Miguel Falabella
Diretor cênico associado: Floriano Nogueira
Diretor musical e primeiro regente: Carlos Bauzys
Diretora de movimentos e coreógrafa: Kátia Barros
Cenógrafos: Renato Theobaldo e Beto Rolnik
Iluminador: Fábio Retti
Figurinista: Fause Haten
Sound Designer: Gabriel D’Angelo
Segundo regente: Laura Visconti
Assistente de coreografia: Anelita Gallo
Diretor técnico: Esequiel Tibúrcio
Diretor geral de produção: Cleto Baccic

Elenco:
Sara Sarres – Jane Valadão
Stella Miranda – Madrinha
Ivan Parente – Homem da Poltrona
Saulo Vasconcelos – Iglesias
Paula Capovilla – Madrinha (alternante)
Frederico Reuter – Roberto Marcos
Kiara Sasso – Eva
Cleto Baccic – Aldolpho
Fernando Rocha – Jorge
Ivanna Domenyco – Mme. Francisca Jaffet
Edgar Bustamante – Agildo
Adriana Capparelli – Dôra
Rafael Machado – Padeiro
Daniel Monteiro – Padeiro
Andrezza Massei – ensamble / cover de Madrinha
Jana Amorim – ensamble / cover de Jane Valadão e Mme. Jaffet
Luana Zenum – ensamble / cover de Jane Valadão e Dôra
Will Anderson – ensamble / cover de Homem da Poltrona
Luiz Paccini – ensamble / cover de Agildo e Iglesias
Elton Towersey – ensamble / cover de Roberto Marcos e Jorge
Jessé Scarpelinni – ensamble / cover de Aldolpho
Anelita Gallo – swing / dance captain e cover de Eva
Carol Costa – swing / cover de Eva
Max Oliveira – swing / cover de padeiro
Ditto Leite – swing / cover de padeiro

Músicos:
Amintas Brasileiro (Sax soprano, Sax alto, Flauta, Clarinete)
André Santos (Baixo Acústico)
Bruno Soares (Trompetista)
Claudia Montin (Sax Barítono, Clarone, Clarinete)
Joca Araujo (Sax tenor, Clarinete e Flautim)
Kiko Andrioli (Baterista)
Leandro Lui (Percursionista)
Lino Martins (Trompetista)
Marcelo Manfra (Sax Soprano, Sax alto, Flauta, Clarinete, Flautim) Mariane Claro (Tecladista)
Paulo Jordão (Trompetista)
Renato Farias (Trombonista)
Thiago Rodrigues (Tecladista)